Anvisa recomenda CoronaVac e vacina de Oxford

Em parecer, equipe afirma que uso emergencial das vacinas deve ser aprovado


Foto: O deputado Vitor Lippi é um dos grandes apoiadores da vacinação. Já conheceu de perto o centro de pesquisa do Butantan e confia no trabalho dos profissionais do instituto.


Fonte desta notícia: Reprodução Portal Terra.


A Gerência Geral de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou neste domingo, 17, a aprovação do uso emergencial no Brasil da vacina da Sinovac contra a Covid-19, a CoronaVac, e da vacina de Oxford/AstraZeneca. Para o aval ser confirmado, porém, ainda falta a votação dos diretores do órgão federal, o que deve ocorrer nas próximas horas. A área técnica, contudo, recomenda o monitoramento de incertezas observadas na análise dos estudos dos imunizantes.


"Tendo em vista o cenário da pandemia, tendo em vista o aumento do número de casos, tendo em vista a ausência de alternativas terapêuticas, a situação que estamos vivendo é de muita preocupação... por isso a Gerência Geral de Medicamentos recomenda a aprovação do uso emergencial da CoronaVac", disse o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, em reunião extraordinária da agência.


Ele ressaltou que a recomendação é condicionada ao monitoramento e acompanhamento "muito próximos" de incertezas que a Anvisa observou na análise do ensaio clínico de Fase 3 da CoronaVac realizado pelo Instituto Butantan.


A Anvisa realiza neste domingo reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de uso emergencial das vacinas CoronaVac, feito pelo Butantan, e Oxford-AstraZeneca, apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sob expectativa de aprovação para que finalmente se inicie a imunização contra a doença no país.Mesmo que a Anvisa aprove as duas vacinas, somente a CoronaVac estará disponível para aplicação em um primeiro momento, uma vez que houve atraso no cronograma de importação e produção da vacina da AstraZeneca, que era a principal aposta do governo federal.


A decisão da Anvisa sobre a aprovação emergencial das vacinas será tomada com base nos votos dos cinco diretores da agência reguladora, por maioria simples. Na reunião, aberta pelo diretor-presidente da Anvisa, especialistas da área técnica fazem suas apresentações antes do início dos votos.


Enquanto diversos países do mundo já estão vacinando contra a Covid desde o final do ano passado, o Brasil ainda não aprovou nenhuma vacina para aplicação na população, apesar de ser um dos locais mais afetados pela pandemia, com quase 210 mil mortos.


O uso emergencial de vacinas foi regulamentado pela Anvisa em dezembro do ano passado para que vacinas para Covid-19 possam ter o seu uso autorizado antes mesmo que todos os estudo e dados sejam finalizados. O uso é considerado experimental e por isso tem valor temporário, até que a vacina receba o registro definitivo no país.