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  • Vitor Lippi - Comunicação

Mais crédito para pequenas e médias empresas

Atualizado: Jul 12

A Câmara aprovou a MP que traz mais créditos para as empresas por meio da maquininha de cartão, com facilidade na aquisição e garantia da União. MP segue para o Senado e posterior aprovação pelo Presidente.

Foto: reprodução internet.


Aprovada a MP que cria um programa emergencial de crédito para empresas. O programa prevê até R$ 50 mil em empréstimo para micro e pequenos empresários por meio de maquininhas de cartão.Essa MP veio para corrigir as dificuldades de micro e pequenos conseguirem acessar crédito, já que as outras ações do governo não foram eficientes.

Pelo projeto, o empresário terá de ceder ao banco que fez o empréstimo 8% dos direitos creditórios sobre vendas futuras realizadas com maquininha.

O texto define que o empréstimo e a cessão do crédito de vendas futuras terão de ser formalizados por meio de contrato com as instituições financeiras, assinados de forma digital ou eletrônica.

Segundo a proposta, o crédito será operacionalizado de duas formas:

1) Concessão de empréstimo via maquininhas, batizado de "Peac-Maquininhas"

2) Disponibilização de garantias via Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), o "Peac-FGI".


Sobre as maquininhas

A medida provisória prevê empréstimos de até R$ 50 mil, via maquininhas de cartão, a MEI, microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano.


Os empresários terão que cumprir os seguintes requisitos para ter acesso ao empréstimo:


  1. Tenham tido vendas de bens ou prestações de serviços liquidadas em arranjos de pagamento em pelo menos um dos meses entre janeiro e março de 2020;

  2. Não tenham na data da formalização do empréstimo, operações de crédito ativas, celebradas fora do âmbito do Peac-Maquininhas, garantidas por recebíveis a constituir de arranjos de pagamento.

A taxa de juros será de 6% ao ano, com prazo de 36 meses para o pagamento, incluído o prazo de carência de 6 meses para o início do pagamento. O texto prevê um aporte de R$ 10 bilhões nesta modalidade de empréstimo, a ser coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará como agente financeiro da União.


Os recursos serão provenientes do Programa Emergencial de Suporte a Emprego, outro programa de crédito foi lançado pelo governo, mas que acabou “empoçado”, ou seja, não chegou aos pequenos empresários.

Garantias via FGI

A proposta autoriza a União a aumentar em até R$ 20 bilhões a participação no Fundo Garantidor de Investimento (FGI) para ajudar a cobrir as operações previstas no programa.

O fundo é administrado pelo BNDES, e a MP diz que o aumento será feito por ato do Ministério da Economia.


O ministério, por sua vez, informou que, para cada R$ 1 destinado ao fundo, até R$ 5 em financiamentos às pequenas e médias empresas podem ser liberados.


Deste modo, se o aporte somar os R$ 20 bilhões disponíveis (liberados de acordo com a demanda), até R$ 100 bilhões poderão ser emprestados.

Regras

Empresas com sede no Brasil que tiveram faturamento de R$ 360 mil a R$ 300 milhões em 2019 poderão buscar a modalidade para cobrir operações, desde que as operações tenham sido contratadas até o fim deste ano e preencham os seguintes requisitos:


  1. Prazo de carência de, no mínimo, seis meses e, no máximo, doze meses;

  2. Prazo total da operação de, no mínimo, doze meses e, no máximo, sessenta meses;

  3. Limite máximo de R$ 10 milhões para o total das operações de crédito garantidas para cada contratante, por agente financeiro;

  4. Taxa de juros nos termos do regulamento.

  5. O empréstimo é destinado a microempreendedores individuais, microempresas, empresas de pequeno e médio porte, associações, fundações de direito privado e sociedades cooperativas, exceto as sociedades de crédito.

  6. O financiamento máximo é de R$ 10 milhões. O texto não detalha qual a taxa de juros para essa linha de crédito.

De acordo com a Medida Provisória, o fundo garantidor arcará com a cobertura da inadimplência suportada por cada banco, limitada a até 30% do valor liberado pela instituição financeira no âmbito do programa.

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